Dr. Vinícius Lacerda · Assessoria Médica
SAVA · Suporte avançado em via aérea

O problema quase nunca é a laringe

8 horas presenciais para instalar a sequência de decisão que funciona quando a saturação está caindo.

Valores divulgados na abertura da próxima turma.
Restrito a médicos e estudantes de medicina.

Dr. Vinícius Lacerda intubando manequim de treinamento em estação prática de via aérea
Dr. Vinícius LacerdaPlantonista em sala vermelha, Fortaleza
Próxima turma a definir
Data
20h · 12h EAD + 8h presenciais
Formato
Fortaleza/CE · turmas reduzidas
Local

O contexto

No centro cirúrgico, com o paciente em jejum e relaxado, a intubação tem coreografia. No pronto-socorro, não. A auditoria nacional britânica de via aérea, o NAP4, mediu o que acontece fora do ambiente controlado:

61% dos eventos maiores de via aérea em terapia intensiva resultaram em óbito ou lesão neurológica.

31% dos eventos no departamento de emergência resultaram em dano permanente.

74% dos óbitos ou danos neurológicos persistentes tiveram a falha em usar capnografia como fator contribuinte.

Os fatores identificados não foram destreza. Foram: má identificação do paciente de risco, planejamento inadequado, equipamento indisponível, reconhecimento tardio da falha e ausência de confirmação objetiva.

Ler o contexto completo do NAP4

Você já intubou. Provavelmente já intubou muitas vezes. E ainda assim existe aquele paciente, o que chega com pH 7,10, PAM 55 e uma saturação que não sobe com máscara, em que a intubação tecnicamente perfeita é exatamente o que faz ele parar. E existe o outro: aquele em que a tela do videolaringoscópio apaga num jato de sangue e você fica olhando para uma imagem vermelha, sem referência anatômica nenhuma.

A auditoria nacional britânica sobre complicações maiores de via aérea, o NAP4, publicada pelo Royal College of Anaesthetists e pela Difficult Airway Society em 2011, encontrou algo desconfortável quando olhou para fora do centro cirúrgico: eventos maiores de via aérea em terapia intensiva resultaram em óbito ou lesão neurológica em 61% dos casos, e no departamento de emergência 31% resultaram em dano permanente. E o achado mais citado da literatura de via aérea até hoje: a falha em usar capnografia contribuiu para 74% dos casos de óbito ou dano neurológico persistente.

Ou seja: é uma falha de decisão, de preparo e de equipe, e essas três coisas se treinam.

Cook TM, Woodall N, Harper J, Benger J. Major complications of airway management in the UK: results of the 4th National Audit Project. Part 2: intensive care and emergency departments. Br J Anaesth. 2011;106(5):632-642.

Ventilação com bolsa-válvula-máscara em manequim de via aérea, com laringoscópio ao lado
Prática real

Quem ensina, intuba.

Três registros reais de manejo de via aérea conduzido pelo Dr. Vinícius. Sem paciente identificável, com uso autorizado.

Intubação orotraqueal em paciente real
Intubação orotraqueal real — segundo registro
Simulação — via aérea com líquido e secreção

No curso, quem executa é você — nas 7 estações abaixo.

O curso

O SAVA é um dia inteiro de decisão sob pressão, com as mãos ocupadas.

Curso hands-on ancorado no Walls Manual of Emergency Airway Management, 6ª edição, a referência que estrutura o ensino de via aérea de emergência no mundo. Turma de 10. Dois facilitadores. Máximo de cinco alunos por facilitador em toda estação prática.

Das 8 horas presenciais, 5 horas são você executando, e mais 35 minutos de avaliação prática individual. A teoria não desapareceu: ela foi para o módulo EAD que você faz antes, no seu ritmo, e é pré-requisito para entrar na sala.

O que sobra no dia é o que só existe presencialmente: a lâmina na mão, o bougie que não passa, o cronômetro rodando, o facilitador a um metro corrigindo o seu ângulo antes que o erro vire hábito.

01

Decidir

Classificar a via aérea em não difícil, anatomicamente difícil, fisiologicamente difícil ou falha, e nomear os planos A, B, C e D antes de tocar no laringoscópio.

02

Executar

Laringoscopia direta otimizada, videolaringoscopia nas duas geometrias, dispositivo supraglótico de 2ª geração, bougie, trocador, via aérea contaminada e cricotireoidostomia.

03

Comandar

Briefing de 30 segundos, atribuição de papéis, declaração verbal da falha do plano A, checklist pré e pós-intubação, capnografia como confirmação obrigatória.

As 7 estações

Sete estações. Cinco alunos por facilitador. Nenhuma fila.

Ventilação com bolsa-válvula-máscara a duas pessoas com selo eficaz e pressão limitada. Montagem de VNI para pré-oxigenação. Oxigenação apneica. Posicionamento em rampa no paciente obeso.

A sequência completa de otimização: posicionamento, epiglotoscopia, manipulação laríngea externa bimanual, bougie. Cormack-Lehane e POGO. Percepção de cliques traqueais, e por que o sinal de hold-up saiu do currículo desta edição.

10 laringoscopias por aluno.

Lâmina de geometria Macintosh e lâmina hiperangulada são competências diferentes, e aqui são treinadas separadamente. Estilete moldado ao ângulo, entrega do tubo com o olhar fora da tela, retirada em dois tempos.

10 intubações por aluno, 5 em cada geometria.

Inserção, teste de selo, drenagem gástrica. Intubação através do dispositivo. Troca de tubo com trocador. Quando o supraglótico é ponte e quando é destino.

4 inserções e 3 intubações através do dispositivo, por aluno.

Cinquenta e cinco minutos, uma técnica só, até a automaticidade. Laryngeal handshake para identificação anatômica. Você executa cinco vezes: a última com cronômetro visível, saturação caindo no monitor e distrator na sala. Seu tempo vai para a sua ficha.

Manequim com bomba de fluido em regurgitação ativa, simulando sangue e conteúdo gástrico. A técnica de James DuCanto em sete passos: descontaminação grosseira com cateter rígido de grosso calibre, entrada da lâmina pela superfície anterior da língua para a câmera não submergir, o cateter assumindo a função de retrator e de dreno esofágico contínuo, fixação na comissura esquerda e rotação da lâmina para abrir o canal do tubo.

Três execuções por aluno, a última com a bomba em fluxo máximo.

Os traçados de capnografia que você precisa reconhecer e a armadilha de cada um, incluindo por que a radiografia de tórax responde “até onde”, nunca “onde”. O intervalo entre o tubo passar e a sedação começar: por que ele é longo com mais frequência do que se imagina, e como prescrever antes de intubar. Volume corrente por peso predito, PEEP e FiO₂ iniciais. Ultrassom de via aérea em demonstração.

Choque séptico com acidose grave · Angioedema em progressão no paciente obeso · Trauma facial com via aérea maciçamente contaminada evoluindo para NINO: não intubo, não oxigeno.

Cenário, debriefing estruturado e rodízio de papéis, em duas salas de cinco.

Referências: Walls Manual of Emergency Airway Management, 6ª ed. · DAS 2025 · SBA 2024 · DEVICE 2023 · PREOXI 2024 · NAP4 (Br J Anaesth 2011).

Mão enluvada segurando o instrumental sobre o campo azul na estação de cricotireoidostomia
Dentro da sala

A estação é sua.

Registro real das turmas e estações VL — nenhuma foto de banco de imagem nesta página.

Mãos enluvadas em estação de cricotireoidostomia, com instrumental sobre campo cirúrgico e cronômetro em contagem
Mão enluvada passando bougie com cabo de laringoscópio em simulador de via aérea
Detalhe da lâmina de laringoscópio iluminada na boca do simulador de via aérea
Mãos ventilando simulador com bolsa-válvula-máscara ao lado de bougie e materiais de via aérea
Participante executa laringoscopia direta em simulador durante estação prática do curso
Participante insere cânula orofaríngea em simulador, com dispositivos supraglóticos e máscaras na bancada
Dupla de participantes em cenário simulado: compressões torácicas e ventilação com BVM
Inserção de dispositivo supraglótico em manequim de via aérea durante estação prática
Logística

Um dia. Tudo incluído.

Bancada com dispositivos supraglóticos, cânulas, conectores e material de oxigenação organizados para a estação prática
Corpo docente

Quem vai estar a um metro de você.

Retrato do Dr. Vinícius Lacerda, médico responsável técnico do SAVA, de scrub cirúrgico e estetoscópio

Dr. Vinícius Lacerda

MÉDICO · CRM-CE 27.852

Responsabilidade técnica do curso. Conduz os blocos de decisão, as estações de laringoscopia direta e videolaringoscopia, a estação de cricotireoidostomia e a banca do OSCE.

Atuação clínica em prontos-socorros e UTIs. Docente dos cursos presenciais da VL Assessoria desde 2014, entre eles o SAV (Suporte Avançado de Vida), a imersão de RCP e o treinamento de sutura na emergência.

Retrato de Edson Neto, enfermeiro especialista em urgência e emergência, de scrub cirúrgico e estetoscópio

Edson Neto

ENFERMEIRO · COREN-CE 452358 · Especialista em Urgência e Emergência

Conduz as estações de oxigenação e ventilação de resgate, dispositivo supraglótico, aspiração e descontaminação de via aérea, e a operação dos cenários simulados.

Enfermeiro formado em 2014, com atuação em urgência e emergência. Integra a equipe dos cursos presenciais da VL Assessoria na condução de estações práticas e cenários simulados.

Dois facilitadores para uma turma de dez. A proporção de cinco alunos por facilitador não é uma meta de qualidade. É o desenho do curso.

Equipe de instrutores orientando participantes na estação prática, com material de treinamento

Exclusivo para médicos e estudantes de medicina

O conteúdo envolve ato privativo do médico. O acesso é verificado após a inscrição — CRM ou comprovante de matrícula.

Inscrição

Investimento

PRÓXIMA TURMA
A definir

Valores divulgados na abertura da próxima turma.

COMO SER AVISADO
Lista de espera

Entre na lista de espera para ser avisado da abertura.

Incluso: módulo EAD de 12h em 9 módulos, 8h presenciais, playbook de bolso, ficha individual de desempenho, coffee break, certificado de 20h com critério de aprovação e 30 dias de acesso pós-curso.

A lista de espera apenas registra seu interesse. Não há cobrança nesta etapa.

Compromisso público

Números que você pode cobrar de nós no dia.

A grade completa está publicada acima, com referência declarada — é isso que você pode cobrar de nós no dia.

A VL Assessoria formou mais de 10.000 alunos em cursos presenciais e online de medicina de emergência desde 2014. O SAVA é o desdobramento natural desse trabalho.

Dr. Vinícius Lacerda demonstrando videolaringoscopia a aluna em estação prática

É para você se:

Não é para você se:

Dúvidas frequentes

Perguntas frequentes

Porque a proporção é o produto. Com dois facilitadores, dez alunos significa cinco por bancada em toda estação prática, e é isso que permite as cinco execuções de cricotireoidostomia por pessoa e as dez laringoscopias por estação procedural. Turma maior com o mesmo corpo docente entregaria fila, não repetição.

Sim, e é bloqueado tecnicamente. É a condição para que as 8 horas presenciais sejam quase inteiramente práticas. O ambiente é liberado semanas antes do encontro presencial e você precisa concluir 100% dos módulos e atingir 70% no pré-teste. As datas são informadas na abertura da próxima turma.

Não. A prática é em simuladores de alta fidelidade, manequins de via aérea difícil com anatomia ajustável e modelo específico de cricotireoidostomia. É uma escolha de desenho: preferimos investir em repetição, cinco execuções de cricotireoidostomia por aluno e no mínimo 25 laringoscopias, do que em uma única passagem por um recurso mais caro.

No ACLS e nos cursos de trauma a via aérea é um componente entre muitos. Aqui ela é o objeto inteiro, por 8 horas presenciais, com sete estações e três cenários dedicados. São complementares, não substitutos.

E a diferença para o SAV? São cursos distintos e complementares: o SAV trata da parada cardiorrespiratória (público amplo); o SAVA trata da via aérea (médicos e residentes).

O certificado é de curso de extensão/atualização de 20 horas (12h EAD + 8h presenciais), emitido pela VL Assessoria, com critério de aprovação: conclusão integral do EAD, presença integral no dia, pós-teste com nota mínima de 70% e OSCE com todos os itens críticos executados. Não é um título de especialista, e não substitui residência médica ou concurso de especialidade.

Você pode transferir para a turma seguinte até 15 dias antes, uma vez, sem custo. Após esse prazo, aplicam-se as condições descritas nos termos de inscrição.

Turma reduzida. Dois facilitadores. Próxima data a definir.

O SAVA acontece das 7h30 às 16h50, na Sede Dr. Vinícius, Rua Gastão Justa, 306, Jardim Cearense, CEP 60712-120, em Fortaleza. A turma é fechada em dez participantes porque a proporção de cinco alunos por facilitador não é uma meta. É o produto.

A próxima via aérea difícil chega no plantão — com ou sem preparo. Chegue preparado.
Restrito a médicos e acadêmicos de medicina.

Inscrição

Entre na lista de espera.

Três campos, cerca de um minuto. O pagamento vem na sequência: PIX ou cartão. A verificação de CRM ou matrícula acontece após a inscrição, pelo WhatsApp, até o pré-teste de 26/08.

Ao clicar, você concorda com a Política de Privacidade e autoriza o contato sobre o curso.

SAVA · Suporte Avançado em Via Aérea (curso também identificado como MVAA·HP no material impresso do aluno)
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